26 de julho de 2017

Pensamento #20

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Sê tu próprio sem receios.

A genuinidade é uma característica humana. Tem um preço variável consoante as situações ou mais concretamente os ciclos da vida.
Ser autêntico em plena calmaria é chique, tem glamour... blá blá blá.
Porém, ser genuíno entre tempestades e terramotos é só para quem os tem no sitio. Não é cena para meninos e meninas sempre bem passadinhos a ferro. Não! É coisa de gente com fibra. Gente que cai e levanta-se por mais fodida que esteja.

16 de julho de 2017

Para mim

Símbolo do Infinito 


Sem procurar encontrei.
Pois é, hoje a deambular pelo jardim - um local familiar e repleto de histórias - despertei com o sorriso sincero de uma desconhecida. Era uma vendedora de peças diversificadas. Um conjunto de pendentes com o símbolo do infinito captou a minha atenção. O mais pequeno era muito bonito pela simplicidade.
O preço era simpático, não digo valores para não dar azo à fama de forreta. Permiti-me oferecē-lo a mim.
Já ofereci este símbolo em fio a alguém que atravessava uma fase difícil, acreditando que podia confortar.
Gosto deste símbolo pelo que representa.

15 de julho de 2017

A ti. De Ti Para Nós




A 6 meses de teres partido, ainda me custa sobreviver-te..

No momento em que as tuas cinzas foram incorporadas no grande mar, entre filhos e neto, procurei homenagear a tua presença com um poema.

Não chores. Alegra-te!
Sou agora…
aquela estrela ténue que brilha;
a suave brisa que sopra;
o raio de sol que te toca;
o silêncio do pássaro que passa;
as mil cores do teu jardim.
Alegrai-vos! 
Adormeço docemente entrelaçada
em cada sorriso vosso.
Amem-se!

AP

11 de julho de 2017

9 de julho de 2017

Sentir... não!

Em tempos idos, era uma miúda fechada: falava pouco sobre assuntos delicados. No entanto, comunicar sobre banalidades entre pares não era grande problema. Talvez por isso, esta faceta passasse despercebida.
A minha mãe foi a pessoa que percebeu e contrariou este meu traço, tendência - o que seja.
Interpelava-me, quase sempre na hora certa: "desabafa, não guardes tudo para ti". Dizia muitas vezes.
Admito que nem sempre contava tudo, como seria de esperar, mas aquela compreensão deu-me segurança, tornando-me numa mulher mais  comunicativa e mais aberta.
É certo que as pessoas  não mudam por um acontecimento ou por um factor e sim por um conjunto de variáveis interligadas.
Actualmente noto dificuldade em expressar o que se passa comigo. Involuntariamente dou por mim a fugir, em pânico, de diálogos centrados em mim, especialmente sobre o que sinto.
Se questionar a matriz desta mudança algumas hipóteses sobressaem. 
a) estar a bloquear sentimentos e emoções -ainda dolorosos. 
b) não conseguir confiar a ponto de me abrir. As pessoas vivem a correr,  daí a baixa  disponibilidade para ouvir sem julgamentos, independentemente de ter de contrariar o outro. Julgar e discordar são afinal comportamentos / atitudes bem distintas.

Consigo apenas reter uma das críticas que a minha mãe me dirigia: "entregas-te e confias demasiado."
Não sentir pode ser o caminho que se abre, quiçá o único.