21 de abril de 2017

Persistir...afinal


Há lugares escondidos.
Espaços de silêncio com sonoridade.
Objectos que falam sem cessar…
Gavetas e prateleiras que se arrumam entre tantos vazios ignorados.
Inexplicavelmente recomeço a existir no alinhamento de tempo. Permito-me ser  empurrada para finalidades, objectivos e planos.
Eu, que duvidei poder respirar sem ti, consigo, afinal, assinalar no calendário dias que chegarão.
Aprendo esta tua nova forma de ser: aquela estrela saliente ao luar… és tu a dizer-me que persista além dos “impossíveis”
Amanhã participo numa apresentação pública. Ias gostar de certeza.
Ainda me custa a acreditar que reuni forças para ir com empenho. Será uma homenagem não declarada ao amor que te persiste para além dos tempos.

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