21 de abril de 2017

Persistir...afinal


Há lugares escondidos.
Espaços de silêncio com sonoridade.
Objectos que falam sem cessar…
Gavetas e prateleiras que se arrumam entre tantos vazios ignorados.
Inexplicavelmente recomeço a existir no alinhamento de tempo. Permito-me ser  empurrada para finalidades, objectivos e planos.
Eu, que duvidei poder respirar sem ti, consigo, afinal, assinalar no calendário dias que chegarão.
Aprendo esta tua nova forma de ser: aquela estrela saliente ao luar… és tu a dizer-me que persista além dos “impossíveis”
Amanhã participo numa apresentação pública. Ias gostar de certeza.
Ainda me custa a acreditar que reuni forças para ir com empenho. Será uma homenagem não declarada ao amor que te persiste para além dos tempos.

11 de abril de 2017

Pensamento #17

Porque abrir espaço à serenidade é uma constante, leia-se o auto de humanidade.



10 de abril de 2017

É permitido duvidar


Cruzamo-nos num domingo de ramos. De semblante carregado com olhar entristecido, interpelou-me mais ou menos assim.

“Na missa de hoje repetiu-se sucessivamente «Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?». É uma pergunta entranhada na minha carne com eco constante.
Sempre Lhe dei graças pelo que era e pela coragem e resiliência para escalar os rochedos da vida, tanto de verão como de inverno.
Hoje vislumbro tudo diferente: as fontes secaram, os trilhos sucumbiram em campo minado à minha volta. Pergunto se Deus realmente me abandonou ou simplesmente se esqueceu de mim. Deve andar tão amargurado com este mundo tão desconcertado. (…)”


Num ápice, abraçou-me para camuflar o choro engolido.
Respirei fundo e disse:
- Não tenho resposta à tua questão.

5 de abril de 2017

Pensamentos #16