21 de dezembro de 2016

19 de dezembro de 2016

Despertar de um sonho...



Nos meandros da concepção deste blogue, uma das rotas traçadas era a de ser um espaço positivo e arejado ao invés de uma espécie de canto de lamentações. O objectivo mantém-se mas hoje talvez vislumbre a linha que separa os campos.
Já por aqui falei da minha mãe enfrentar um cancro. Tem vindo a piorar de dia para dia. É um momento muito delicado.
Sinto-me longe; à deriva sem saber onde estou. 
Há quem me dirija as palavras certas e quem derrame todo o seu negativismo como um crude.
Já não é o cansaço que me embala, é um estado de esgotamento. Até a tarefa de respirar parece extenuante. Numa frase: quebro devagar.
Durante um tempo vivi o momento presente como tempo único. Aproveitar o agora sem dissecar o passado ou depositar no futuro a melhor versão de nós… é uma excelente forma de soltar amarras desnecessárias quando a vida flui. 
Este meu agora é sonho mau. Há demasiada dor à minha volta. Tempo e espaço são criaturas estranhas que deambulam sem tecto. Por  vezes resgato na esperança delicada o oxigénio que escasseia, sorrio sem conteúdo para aparentar uma normalidade falsa. 
Tenho uma lista de contactos por dar resposta por simplesmente não conseguir falar sobre o que seja. Temo que um "está tudo bem?","como vais? me faça desmoronar em lágrimas 
Estranhamente, ou talvez não, abordo outros assuntos para me distanciar da espiral derrapante e movediça. Cada vez sinto menos destreza para velhas reinvenções estratégicas.
Até sou optimista, pelo menos trabalho para isso, mas de momento não sei se me é permitido esperar por melhores dias.
Talvez desperte desta espécie de sonho.

11 de dezembro de 2016

Pensamentos #12




É saudável rir das coisas mais sinistras da vida, inclusive da morte. O riso é um tônico, um alívio, uma pausa que permite atenuar a dor.
Charles Chaplin

8 de dezembro de 2016

Uma árvore no deserto



Era uma árvore despida no deserto.
De raízes cravadas na areia, balançava a favor do vento, ignorando a sede.
Imaginava-se num jardim magnífico; ouvinte de histórias sussurradas à sombra de si, as brincadeiras e os abraços de criança eram o único alimento ilusório.
De tempestade em tempestade o tronco mirrava.

Por ali permanecia sem saber se estava à espera de sobreviver ou de se transmudar em fóssil.
Os fósseis nada sentem.

7 de dezembro de 2016

Play Music #1

Playlist - 7 ingredientes

Ouvir: U2 - Stuck In A Moment You Can't Get Out Of
Ouvir: Stromae - Papaoutai
Ouvir: Orlando Morais - figura
Ouvir: Mundo Cão - A Resposta é Sempre Não
Ouvir: Kings Of Leon - Use Somebody
Ouvir: Maná - "Mi Verdad" a dueto con Shakira