27 de fevereiro de 2016

Pensamentos #1


Agradeço ao luar. :)

22 de fevereiro de 2016

Escola para quem?

Era uma vez uma criatura que gostava de contar histórias. Certo dia ouvi contar, mais ou menos assim:
A Raquel andava à procura de uma Escola de Condução à sua medida. Rodou a sua cadeira-de-rodas; pesquisou e perguntou até que lhe indicaram uma. Observou o mapa, andou a brincar com o street view e ficou interrogativa: “Um prédio baixo na zona antiga de Alcântara, será que tem elevador?  Hum, creio que sim…!”
Lá foi a Raquel agarrar no telefone, de língua afiada para proclamar as questões todas. Do outro lado atendeu a Anália, de mola na ponta do nariz, com uma voz fanhosa:
-  Escola de Condução, boa tarde.
– Boa tarde, gostaria de saber… blá blá blá – Explicou a Raquel solenemente.
– Temos carros adaptados e estamos preparados para todos os tipos de deficiência. – Cuspiu a Anália com a mola no nariz mais apertada.
A Raquel, pelo sim pelo não, intuitivamente perguntou:
– Sei que estão no 1º andar, têm elevador, certo?
– Não!
– Não?!?  Como é isso pode ser se disse que estão preparados… Por acaso, eu ando em cadeira de rodas.
– Sim estamos preparados para todos tipos de deficiência. Mas porque é que não sobe as escadas? – Perguntou a Anália como se estivesse a esforçar-se ao máximo para abrir as janelas empenadas do seu “sótão”.


Julga  tratar-se de uma história de ficção cientifica? Está humanamente enganado!


21 de fevereiro de 2016

Carta Fechada

Um dia abri-te a porta principal, convidando-te a entrar. Vieste instalar-te sem licença, alteraste o mobiliário, denegriste a decoração e remexeste o fundo das gavetas. Do cume da tua torre destruíste o cenário convicto que o meu castelo era de areia. 
Nem chegaste a conhecer-me, a desvendar mistérios ou a conhecer os meus sonhos, aspirações e projectos. Não quiseste!
O abanão foi forte, chorei sangue, confesso. 
Agora arrumei os restos da tua encenação e recrio um novo palco onde danço.
 Não há mais lágrimas para ti e nem para nenhuma das personagens tristes e ridículas que interpretas sem arte. 
É de lamentar a tua estagnação, o teu egoísmo, a tua vaidade vazia e a tua inteligência subaproveitada; ainda tens de aprender à força – esse é o caminho mais longo e doloroso, meu caro. 
Vislumbro a tua cegueira psicótica, cada vez mais longe no meu horizonte. Quando algures no tempo perceberes que andaste perdido e quiseres saltar o muro que tu ergueste, não estarei lá com um sorriso a indicar uma nova direcção.



Vejo-me ao espelho e descubro outra pessoa, bem melhor que aquela que deixaste para trás.
Agradeço pelo que me ensinaste. Aprendi que qualquer desgosto é como uma pedaço de gelo. É preciso agarrar, envolver e desfazê-lo com o nosso calor interno. Quanto mais queimar, tanto melhor.
Agradeço também por me teres ensinado que não consegues destruir a minha essência. Se tu não conseguiste ninguém conseguirá.

Adeus.

|31-01-2013|

17 de fevereiro de 2016

Olá.


 Anna Del Mar é uma mulher de múltiplas facetas em constante evolução, 

Nascida, criada e bem vivida em Lisboa – cidade que amo. A génese das minhas origens passa pela Beira-Baixa, Beira- Alta e alto Minho.
A vida tem sido generosa comigo, apesar de à vista desarmada não parecer, o que não deixa de ser engraçado e estimular a minha criatividade para satirizar os velhotes dos Restelo.

Cabelos ao Vento vai crescer com os bons ângulos que a vida possibilita apesar de todos os ventos de inverno.
Desejo sinceramente que este blog tenha uma vida longa, que seja cúmplice de aventuras, reflexões e boas conversas.

Espero que gostem e que se mantenham desse lado. :)